Do ponto de vista técnico, a diferença entre as duas é a quantidade de elementos utilizados para a  interpretação do mapa astrológico. A Astrologia Clássica trabalha apenas com os planetas de Sol até Saturno. Já a Astrologia Moderna utiliza, além desses, Urano, Netuno, Plutão e, a depender do astrólogo, ferramentas como Quíron, Lilith e outros. É importante ressaltar, no entanto, que essa diferença não torna uma análise mais satisfatória do que a outra. Uma análise com base na Astrologia clássica pode ser bastante suficiente, assim como uma análise moderna pode não ser. O que fará diferença é o domínio que o astrólogo tem sobre o elemento que ele analisa, e não a quantidade de planetas e asteroides no mapa, sem uma boa interpretação disso.


Do ponto de vista filosófico, a Astrologia praticada na época clássica, até o século XVI, pode ser entendida como a Astrologia da resignação e da aceitação. Segundo ela, não era necessário mudar as características do Mapa Astral, ser pessoas diferentes, nem melhorarmos o que há de ruim. Simplesmente devemos aceitar que a natureza nos produziu dessa forma e que é assim que deve ser. Obviamente, o problema disso é que uma pessoa poderia usar a Astrologia clássica como desculpa para qualquer comportamento indevido. Já a Astrologia contemporânea parte de outro paradigma que se instituiu fortemente a partir do século XVIII: a ideia de que temos que nos aperfeiçoar, de que se temos determinados traços no Mapa Astral, não importa quais eles sejam, precisamos procurar um equilíbrio. Para ela, nós somos seres em evolução, que mudam e se transformam. Aqui também há um problema: o de que enquanto existe uma "normalidade", em contrapartida, existe um jeito certo de ser, e que todos devem ser iguais, equilibrados.