O termo "Runas", em antigo norueguês ("Run"), significa "segredo", e em alemão antigo significa "sussurro". A idéia se resume no próprio termo: Runas são segredos sussurrados. Segundo os antigos mitos, segredos sussurrados pelos deuses para os homens que se abrem para ouvir.

Muitas teorias a respeito da origem das Runas são estudadas, e a mais comum é a teoria latina: as Runas seriam uma adaptação germânica do alfabeto latino.

Há, entretanto, uma interessante teoria que atribui uma origem etrusca às Runas. Os etruscos viviam na parte norte da Itália e tinham uma cultura muito avançada. Nas primeiras décadas do século XX, uma descoberta arqueológica revelou vários elmos de bronze de idade pré-cristã com caracteres gravados extremamente similares aos símbolos rúnicos conhecidos.

Entretanto, a teoria de maior aceitação histórica diz que as Runas são a evolução de um alfabeto pré-histórico, uma vez que seus símbolos são muito similares aos desenhos encontrados em várias cavernas de Europa, feitos nas idades do Bronze e do Ferro (entre 1300 e 800 A.C.).

Numa perspectiva esotéricas, as Runas não são apenas uma forma de escrita, mas também uma simbolização oracular que permite respostas a perguntas feitas.

O ano de 50 d.C. é considerado o momento oficial no qual as Runas passaram a ser utilizadas como símbolos oraculares, muito embora admita-se que este uso é muito anterior à era cristã. E sua capacidade de auxiliar uma pessoa a esclarecer questões de sua vida, fez com que elas ultrapassassem inúmeros povos e civilizações até chegar aos dias atuais.